Terça-feira / 26 de Agosto de 2008
Homenagem ao amigo Piva do Setor 2. Vídeo que demonstra a dedicação e luta desses bravos torcedores para acompanhar o time mais italiano da cidade de São Paulo. Na antiga Mooca um só grito entoa: Forza Juve!

http://www.portaldamooca.com.br/

http://www.flogao.com.br/setor2

Rua Javari. Site Oficial: http://www.juventus.com.br/
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Segunda-feira / 14 de Julho de 2008
A equipe do Veracruz e do Pumas disputavam partida válida pelo campeonato mexicano de futebol quando um torcedor indignado com a derrota do Veracruz por 4×1 arremessa um bumbo da banda sobre a policia local, acertando um deles que desaba arquibancada abaixo. Veja o vídeo:
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Sábado / 21 de Junho de 2008
A grande culpada por quase todos os atos de violência DENTRO dos estádios de futebol é a polícia. Eu sei que tem muito torcedor violento, mas essa historinha de jornalista de caderno esportivo de segunda categoria acusando os torcedores (principalmente o organizado) é uma grande injustiça. É só você conversar com pessoas que gostam de ir ao estádio e perguntar sobre esse tema para ficar conhecendo histórias de abuso de poder de quem deveria está lá só para zelar pelo bem-estar dos torcedores e trabalhadores envolvidos no evento. É dedo na cara, soco no peito, sprayzada de pimenta no olho, chutes nas costas, empurrões sem motivos, ofensas verbais, enfim. Uma hora o torcedor cansa e reage. Não digo que é certo, somente descrevo o que algumas vezes acontece. Veja nesse vídeo a reação de torcedores frente a violenta ação de quatro policiais sobre um único torcedor. Sei pouco sobre essa história, apenas que era um jogo de pré-temporada do Benfica de Portugal (vermelho e branco) realizado na Suiça contra uma equipe local. O interessante é que os primeiros a reagiram e irem resgatar o torcedor que estava apanhando usavam camisas do Porto (azul e branco), maiores rivais dos benfiquistas.
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Sexta-feira / 18 de Abril de 2008

Numa entrevista ontem pra um tele-jornal local aqui no Rio, quando perguntado sobre a sua aposentadoria no futebol, Romário respondeu:
” Romário, você jogou nos três grandes clubes do Rio, Flamengo, Vasco e Fluminense, que têm torcidas absolutamente apaixonadas, você jogou no PSV Eindhoven da Holanda, no Barcelona, qual foi a torcida que mais te emocionou nessa sua carreira?
- A do Flamengo. A torcida do Flamengo realmente é coisa de outro planeta, com todo respeito às outras.”
Estava em Salvador essa semana e acompanhei das ruas o clima das torcidas Bahianas em dia de jogo…Estava acontecendo no mesmo dia jogos do Vitória, Bahia e Mengão contra o Botafogo sendo televisionado na Globo. Mas como diz meu querido BNegão: ”priorize as prioridades cumpadi”; então, depois dessa do baixinho, isso fica pra outro post. Rs.
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Terça-feira / 25 de Março de 2008
Reinaldo, o monarca dos atleticanos, foi um dos maiores centro avantes do pais e tem como um de seus maiores fãs ninguém menos que o Romário.
Pra se ter uma idéia, o cara teve as manhas de mandar 30 bolas para o fundo das redes em um brasileiro de 18 jogos. Não é para qualquer um.
Problemas no joelho o tiraram dos gramados. E o Mal do Maradona estourou suas narinas – se é que me entendem.
O vídeo abaixo é a prova cabal de sua genialidade e a homenagem do DeFora aos CE anos de Clube Atlético Mineiro e sua imensa e apaixonada torcida.
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Quinta-feira / 20 de Março de 2008
Eae pessoal! Após um tempinho longe, cá estou novamente pra postar sobre o lado b do futebol.
Bom, pra começar, segue uma dica de peça de teatro, muito legal (eu já fui ver 3 vezes). É a comédia musical “Nos Campos de Piratininga”, desenvolvida pela Cia. Letras em cena.
A peça conta a história da cidade de São Paulo, com base na história dos times paulistanos, desde a chegada de Charles Miller, no final do século XIX, até a chegada do tal futebol moderno dos dias atuais.
O mais legal é tentar imaginar o que era São Paulo na época, ouvindo as descrições dos atores. Em certo momento comentam que brotam campos de futebol em toda a cidade, ao longo dos rios, ao lado das fábricas. É sem dúvida um tempo que não volta mais.
Nos dias que eu fui houve um debate ao final da peça com atletas, ex atletas e jornalistas do meio esportivo.
A peça está em cartaz às segundas e terças feiras, às 20 horas, até o fim de abril/2008, no Teatro Maria Della Costa (fone info: (11) 3256-9115. O ingresso custa R$ 20, mas se você for vistindo a camisa do seu time ganha um desconto (fantástica iniciativa).
Vale a pena conferir, nem que seja pra pensar que na época dos nossos pais/avós/bisavós (depende da sua idade), lugar pra jogar bola em São Paulo era o que não faltava.
Segue uma foto de divulgação:

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Quarta-feira / 12 de Março de 2008
Nessa terça-feira, o Liverpool passou sem dificuldades pela Inter de Milão, em jogo válido pela fase de oitavas-de-final da Copa dos Campeões. O espanhol Fernando Torres fez o único gol da partida que definiu o oitavo clube classificado para as quartas-de-final da competição. No ano do centenário do clube italiano, restou à sua torcida apenas a disputa pelo campeonato local.
Apesar da importância desse jogo, não era bem sobre isso que eu gostaria de falar, mas sobre um movimento chamado “Reclaim the Kop”, criado pela fanática torcida do Liverpool para manter as tradições da torcida sempre viva. Esse movimento nasceu por conta de um grupo de torcedores do clube, cansados de assistirem pacificamente o time de coração ser transformado em um time moderno com torcedores modernos. Esses “tradicionalistas” do Liverpool reclamam que cada vez mais gente de fora freqüenta o estádio Anfield, tirando o lugar dos reais torcedores do clube, além de enfraquecer as arquibancadas, já que não incentiva o time como os torcedores “originais”.
Isso nada mais é que uma resposta ao futebol moderno, devido ao fato de que cada vez mais clubes ingleses recebem investimentos milionários e o campeonato local a cada dia que passa vai se tornando um pouco mais internacional.
O botão de emergência foi acionado quando os dirigentes do futebol inglês começaram a estudar o aumento do número de jogos do principal campeonato do país para serem disputadas algumas rodadas fora dele, seguindo exemplo da NBA, em busca da popularização e do dinheiro de outros países e continentes, transformando de vez o futebol em apenas mais um grande e rentável show.
Veja esse ótimo vídeo sobre a torcida do Liverpool. O estádio completamente lotado e todo mundo cantando junto. Parece mentira, mas são apenas os velhos tempos…
site: www.reclaimthekop.co.uk
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Segunda-feira / 25 de Fevereiro de 2008
Não tem jeito; no Rio de Janeiro agora só dá ele e no Maraca tbm...Ontem foi Créu na velocidade 5! E quem não gostou ''pedi pá saí''. Rsrs. Muito amor e como sempre Saudações Rubro-Negra queridos!
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Terça-feira / 22 de Janeiro de 2008
Todo grande clássico no futebol vem acompanhado de histórias incríveis de amor e ódio entre seus oponentes. O Palmeiras é uma dissidência do Corinthians e as duas equipes já protagonizaram um duelo batizado de “a noite das barricadas”, partida disputada na intenção de arrecadar donativos para o São Paulo não fechar suas portas, já que o clube tricolor havia decretado falência e não tinha mais condições de pagar suas contas. Celtic, católico, Rangers, protestante, fazem na Escócia um clássico agressivo e cheio de lembranças de confrontos religiosos entre as duas equipes a mais de um século na ilha da rainha Elizabeth. O Barcelona com sua luta pela a autonomia da Catalunha e o Real Madrid com seu apelo junto à ditadura Franquista fizeram as discussões futebolísticas mais parecerem discussões de cientistas políticos durante a década de 40. Quando os dois se enfrentam, chacoalham até hoje toda a Espanha. A partida entre Racing e Independiente faz com que muitos torcedores argentinos esqueçam ou minimizem o clássico entre Boca Juniors e River Plate, considerado o mais famoso da Argentina.Apesar desses grandes jogos e tantos outros que não citei aqui, gostaria de falar sobre um outro grande clássico. O jogo em questão acontece na Itália, mas não estou falando do derby entre a Inter de Milão contra o Milan, tão pouco estou falando do jogo entre Roma e Lazio ou Juventus e Torino. O jogo em questão é entre Livorno e Lazio, o confronto político entre comunas e fascistas que estremece a Itália, apesar de serem de cidades diferentes e não serem da mesma grandeza no mundo do futebol.
O futebol comunista do Livorno não disputava a série A do futebol italiano a mais de 55 anos e seus torcedores reclamavam de discriminação dos árbitros por ser um time de esquerda. Quando o clube finalmente voltou à elite uma parte de sua torcida comemorou o acesso de uma maneira um tanto quanto diferente. Ao invés de invadir as ruas da cidade para comemorar o feito, invadiram o partido de direita da cidade e quebraram tudo por lá, atitude que fez ser banida parte de seus torcedores dos estádios do país. O time fica na região da Toscana, a 86 km de Florença, onde Antonio Gramsci fundou o Partido Comunista Italiano em 1921. A maioria de sua população de 175 mil habitantes torce pelo time da cidade e seus jogadores são comunistas ou anarquistas, existindo ainda os progressistas.
Um dos maiores astros da história do clube, o atacante Cristiano Lucarelli é comunista assumido e já rejeitou convites de clubes maiores por causa de suas convicções políticas e ligações com o clube de coração. Hoje em dia ele não joga mais no Livorno. Lucarelli foi um dos fundadores da torcida Brigada Autônoma Livornense. O atacante costumava comemorar seus gols com o braço esquerdo erguido e com o pulso fechado, como fazem os comunistas do mundo inteiro. Em 1997, num jogo da seleção italiana sub-20, ao celebrar um gol, ele mostrou que vestia embaixo do uniforme uma camiseta com a figura do revolucionário Che Guevara. Ele foi repreendido pelo técnico e nunca mais foi convocado.
Do outro lado da moeda tem o clube do Lazio, que possui um alto número de torcedores ligados a organizações de extrema-direita nazi-fascista. Esses torcedores não aceitam a contratação de jogadores negros, latinos e principalmente judeus. Essa era a equipe de Benito Mussolini. Bruno, seu filho, chegou até a ser presidente do clube. A equipe romana é uma das mais associadas ao racismo em todo planeta e sua torcida “Irriducibili Lazio” possui o site mais racista e preconceituoso da Europa, segundo o “Observatório Europeu contra o Racismo de Viena” com muitas mensagens de intolerância e ódio.
Entre os jogadores que mais se destacou nos últimos tempos na Lazio está o nome do atacante Paolo Di Canio, hoje com 38 anos e jogador do pequeno Cisco Roma que disputa a quarta divisão do campeonato italiano. O polemico jogador já foi multado pela liga de futebol italiano por ter celebrado uma vitória contra o Roma com a saudação fascista, ou seja, com o braço direito estendido para frente e a mão esticada. Para escapar da multa o atleta tentou alegar que o gesto era apenas uma “saudação romana”. O atacante tem tatuado a palavra Dux, em alusão ao líder fascista Benito Mussolini e foi torcedor radical do clube antes de defender suas cores.Quando os dois times se enfrentaram no estádio Olímpico de Roma em 2005 as duas torcidas se enfrentaram politicamente dentro do estádio. Bandeiras com suásticas e com os rostos de Mussolini eram tremuladas na torcida da Lazio, além dos coros de Faccetta Nera, hino do fascismo italiano. Os livornenses que viajaram até Roma responderam agitando bandeiras com a foice e o martelo e cantando hinos comunistas como Bandiera Rossa e Bella Ciao. Fora do estádio se enfrentaram da maneira tradicional, ou seja, fisicamente, porém houve rápida intervenção da polícia e não aconteceu nenhuma tragédia no local.A distinta orientação política dos clubes (independente se é oficial ou não) , seus personagens centrais e torcedores trazem a esse jogo elementos extra-campo que transformam o que seria uma simples partida de futebol em um dos maiores confrontos do planeta. O futebol é muito mais do que apenas a bola rolando de um lado para o outro do campo. Muito mais! O futebol consegue explicar um pouco o mundo.Sites:http://www.sslazio.it/cms/viewhttp://www.forumlazioultras.it/http://www.livornocalcio.it/http://www.ultrasportal.com/* Texto baseado em material divulgado pela Brigada Autônoma Livornense.
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Terça-feira / 22 de Janeiro de 2008

Alguns torcedores do Guarani, equipe tradicional do interior paulista, lançaram nessa segunda-feira um protesto inusitado para demonstrar a insatisfação que sentem com os atletas que hoje defendem o time alvi-verde da cidade de Campinas. Esse grupo de torcedores desafiaram o elenco profissional do clube para um confronto, nada amistoso, onde esperam apenas do técnico Roberval Davino a decisão da data e do horário para que esse duelo de fato aconteça.
Segundo os bugrinos envolvidos nesse protesto, a equipe formada por torcedores já está definida e pronta para jogar, mas fizeram algumas exigências antes do embate, como a de jogarem com o uniforme do time, pois os jogadores não o merecem, segundo eles, além da diretoria contratar os torcedores que forem destaque da partida para jogarem o Campeonato Paulista. Caso a equipe formada por torcedores vençam a partida, as exigências aumentariam. Querem enfrentar o Noroeste pela próxima rodada do Paulistão e a demissão do diretor de futebol José Carlos Hernandes e dos jogadores Fabinho, Marcinho, Messias (Maranhão) e alguns outros.
Em 2006 a torcida já havia tentado um confronto semelhante a esse, porém não conseguiram. Será que agora acontece essa inusitada partida? É esperar para ver, mas acho difícil que isso aconteça, já que o diretor de futebol do clube declarou após tomar conhecimento da notícia que respeita a torcida, mas que ainda é cedo para tomar qualquer atitude frente ao time que disputa a competição. O Guarani perdeu os dois primeiros jogos que disputou sem conseguir balançar nenhuma vez as redes adversárias.
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Quarta-feira / 09 de Janeiro de 2008
Sacanagem com os japoneses. Típico de brasileiro quando está fora do país. Ainda mais quando é esse tipo de brasileiro que está mostrando no vídeo. Sambista carioca com a camisa do rubro-negro do Rio e peruca de fanfarrão boleiro verde e amarela. hehe Vai BraZil! Vai...
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Terça-feira / 18 de Dezembro de 2007

Tentei escrever este post, mas confesso que me senti mal, por estar afastado há algum tempo do time, e por isso, pedi a um dos principais atletas (além de roupeiro, massagista, dirigente e etc…) Kadj Oman escrevê-lo… E aí vai…
Não, este não é um artigo enumerando argumentos arbitrários - mas nem por isso implausíveis - sobre o Flamengo como primeiro penta brasileiro. Este não é sequer um artigo sobre futebol profissional. Hoje, o assunto aqui é paixão. Uma paixão rubro-negra. Acontece que em São Paulo um grupo de punks, ex-punks, anarquistas e auto-gestionários em geral se cansou de assistir o negócio corroendo o jogo e resolveu que também queria jogar.
Fundaram o Autônomos FC e, como não poderia deixar de ser, escolheram o vermelho e o negro para representar tudo aquilo nos uniformes. Seguindo o movimento da metrópole, começaram jogando futebol society, aquela modalidade que surgiu nas mansões do Morumbi e que diz muito sobre o espaço da cidade grande moderna em relação ao lazer-consumo e ao consumo do lazer.
Jogavam como visitantes, e durante um ano visitaram inúmeras quadras, em todos as zonas e até mesmo no Grande ABC. O time era quase nunca o mesmo, e rodaram por ele argentinos, australianos, canadenses e até 5 suíços integrantes de uma banda de ska que tinha vindo tocar por aqui. O retrospecto dentro de campo era pífio: 2 vitórias, 1 empate e mais de 40 derrotas.
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Segunda-feira / 17 de Dezembro de 2007

Templos do Futebol
Considero os estádios os verdadeiros templos do futebol. É lá que o torcedor comum tem a chance de contemplar e demonstrar seu amor maior pelo clube de coração. Lembro da primeira vez que levei meu primo mais novo ao estádio. Os olhos dele pareciam não acreditar no que estava vendo. Toda aquela festa com bandeiras, faixas, bexigas, coreografias com as camisas do clube levantadas ao céu, cânticos de amor e louvor ao Corinthians renderam ao jovem torcedor o pedido de um retorno o mais rápido possível às arquibancadas do estádio Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu, o mais charmoso e tradicional da capital paulistana. Lembro também do mesmo estádio, em silêncio absoluto, aguardando a cobrança de falta de Neto enquanto o Corinthians empatava em 0×0 com o Náutico em 1990. Tinha apenas oito anos. Gritei para ele marcar o gol e ele o marcou. Voltei para casa com a certeza absoluta de ter sido o grande responsável pela feliz conclusão que o camisa 10 do Parque São Jorge realizou. Os estádios de futebol são mágicos.
O estádio
Você já entrou, alguma vez, num estádio vazio? Experimente. Pare no meio do campo, e escute. Não há nada menos vazio que um estádio vazio. Não há nada menos mudo que as arquibancadas sem ninguém.
Em Wembley ainda soa a gritaria do Mundial de 66 que a Inglaterra ganhou, mas aguçando o ouvido você pode escutar gemidos que vêm de 53, quando os húngaros golearam a seleção inglesa. O estádio Centenario, de Montevidéu, suspira de nostalgia pelas glórias do futebol uruguaio. O Maracanã continua chorando a derrota brasileira no Mundial de 50. Na Bombonera de Buenos Aires, trepidam tambores de há meio século. Das profundezas do estádio Azteca, ressoam os ecos dos cânticos cerimoniais do antigo jogo mexicano de pelota. Fala catalão o cimento do Camp Nou, em Barcelona, e em euskera
conversam as arquibancadas do San Mamés, em Bilbao. Em Milão, o fantasma de Giuseppe Meazza mete gols que fazem vibrar o estádio que leva seu nome. A final do Mundial de 74, ganho pela Alemanha, continua sendo jogada, dia após dia e noite após noite, no estádio Olímpico de Munique. O estádio do rei Fahd, na Arábia Saudita, tem palco de mármore e ouro e tribunas atapetadas, mas não tem memória nem grande coisa a dizer.
Extraído do livro: El Fútbol a Sol y Sombra – Eduardo Galeano
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