Arte por Breno Tamura

MAU

Fã cada vez mais de um futebol que se vê cada vez menos.
Torcedor doente do E.C. Santo André.
Guitarrista da banda de Rock N´Gol "Fora de Jogo" (www.foradejogo.com.br).
Zagueiro afastado do Autonomos F.C.
Apaixonado por uma moça de Cosmópolis que me roubou o coração, as chuteiras, a bandeira e o caminho do gol...
MAU

Da série “Onde jogar”

Bom, essa é pro pessoal do ABC, em especial pra quem mora em Santo André.

Quem quer jogar bola (Salão ou campo) e não sabe onde, o Parque Celso Daniel (outrora chamado Duque de Caxias e antes ainda chamado Parque da G.E.) tem 4 bons espaços pra prática do futebol.

2 Quadras de salão (em uma delas a galera joga volley as vezes), 1 terrão tamanho soçaite e 1 terrão tamanho campo.

Tem gente jogando quase o dia todo, inclusive de noite e até madrugada (o parque é 24 horas).

Claro, tem a famosa panela, a galera que joga lá sempre, mas você pode tanto levar seu time pra ser “próximo”, como ir sozinho e se envolver na pelada.

Sem juizes, sem organizadores, feito pela galera e pra galera.

O parque tem estacionamento gratuito, uma boa estrutura, banheiros com chuveiros, segurança, várias árvores históricas e lanchonetes (essas não são 24 horas, mas nas proximidades do parque tem várias opções).

Segue um pequeno vídeo do local:

MAU

Futebol nos palcos

Pra quem gosta de futebol e Rock n roll, vale a pena lembrarmos algumas bandas brasileiras que misturam as duas paixões (se alguém lembrar de mais, me manda e eu posto aqui depois):

Fora de Jogo (são do ABC e SP, reúne torcedores la lusa, do Ramalhão, do Juventus, do Corinthians e do São Paulo).

Íbis (banda de Serrana, que reúne a galera que entre outras atividades coordenam o Parquinho, e realizam diversos festivais, palestras e encontros.)

Flicts (extinta banda paulistana)

Skank (ah, essa já é manjada né?)

Dr. Sin (e a participação do Sílvio Luis hein???)

MAU

Futebol no shopping

Molecada Shopping

Domingo, 4 de maio de 2008…. Após uma noite de festa de comemoração pelo Santo André ter voltado a série A1 do paulista, passeio sem rumo pela manhã paulistana.

Ao meu lado, minha companheira, relembra momentos da partida da noite anterior, quando no meio de um cruzamento (do transito e não do jogo), ela grita:

“Mau, olha que loco esse moleques!!!”.

Caio em mim e olho pro lado rapidamente. A cena é mágica. Até deixei a foto com essa cara envelhecida, porque relembra a minha infância.

Três garotos de cerca de 11 anos, jogavam bola em frente a entrada de um Shopping. Ocupavam o lugar, chamavam a atenção, davam carrinhos, gritavam, cruzavam a bola em meio as demais pessoas ali paradas…

Esses alcançaram o poder mágico do futebol que faz desaparecer paredes, placas, mesas, classes, diferenças e tudo mais… Só o que resta é o campo, os lances e o gol…

Reviva o moleque (ou a moleca) que ainda vive em você… Saia pra jogar bola na rua… Seguem os melhores momentos hehehe:

MAU

Faltam Campos em Campos do Jordão

Campos do Jordão

Puxa, estive em Campos do Jordão esse feriado de páscoa e em meio a chocolates, agasalhos, paisagens lindas e turistas percebi que aquele é um dos lugares em que estive no Brasil, que menos se fala de futebol.

Antes que alguém me diga que é porque o frio atrapalha o gramado, vale lembrar que o estádio Municipal Benedito Vaz Dias teve seu gramado trocado por grama artificial e este problema está descartado. Aliás, o estádio até que esteve bem ocupado durante o tempo que eu estive lá.

Conversando com boleiros locais, descobri que existe o Campeonato Jordanense de Futebol, promovido pela Liga Jordanense de Futebol, com 17 equipes: R Cereja/Oya, Santa Cruz, E.C. Campista, Água Santa, Brancas Nuvens, Serra dos Pinhos, Vila Albertina, Grêmio Jordanense, Real Califórnia, Sapeka Brinquedos, Mancha Azul, Paulista F.C., Guarda F.C., AD São Caetano/PIAC, Baden Baden, E.C. N do Vale Encantado e Jardim do Embaixador.

O que senti falta foi de gente falando sobre futebol, defendendo seus times, e interagindo, que é o grande poder de união que o futebol tem.

Claro, isso é proveniente da vocação turística da cidade, que faz com que existam mais cidadãos turístas do que locais, mas ainda assim comprova uma teoria que defende que infelizmente nós brasileiros não somos tão apaixonados por futebol quanto dizemos.

Pro turista, o futebol é uma segunda opção, o lazer da viagem está em primeiro lugar. Sem problemas. Bola pra frente!

MAU

Futebol é no banheiro!

Que dor de barriga hein?

Pô, só pra constar….

Ontem, na partida Souza x Desportiva, válida pela terceira rodada do 2o turno do Camapeonato Paraibano, aos 39 minutos do segundo tempo, quando o Souza já vencia por 4×0, houve um fato no mínimo estranho…

Os jogadores da Desportiva sofreram uma diarréia generalizada.

É diarréia, de verdade… Todo mundo passando mal, sem forças e etc… O juiz teve que encerrar a partida e tudo mais.

O comentário geral da torcida foi…. “Deu m***a”…

MAU

Futebol se joga no teatro!

Eae pessoal! Após um tempinho longe, cá estou novamente pra postar sobre o lado b do futebol.

Bom, pra começar, segue uma dica de peça de teatro, muito legal (eu já fui ver 3 vezes). É a comédia musical “Nos Campos de Piratininga”, desenvolvida pela Cia. Letras em cena.

A peça conta a história da cidade de São Paulo, com base na história dos times paulistanos, desde a chegada de Charles Miller, no final do século XIX, até a chegada do tal futebol moderno dos dias atuais.

O mais legal é tentar imaginar o que era São Paulo na época, ouvindo as descrições dos atores. Em certo momento comentam que brotam campos de futebol em toda a cidade, ao longo dos rios, ao lado das fábricas. É sem dúvida um tempo que não volta mais.

Nos dias que eu fui houve um debate ao final da peça com atletas, ex atletas e jornalistas do meio esportivo.

A peça está em cartaz às segundas e terças feiras, às 20 horas, até o fim de abril/2008, no Teatro Maria Della Costa (fone info: (11) 3256-9115. O ingresso custa R$ 20, mas se você for vistindo a camisa do seu time ganha um desconto (fantástica iniciativa).

Vale a pena conferir, nem que seja pra pensar que na época dos nossos pais/avós/bisavós (depende da sua idade), lugar pra jogar bola em São Paulo era o que não faltava.

Segue uma foto de divulgação:

Peça Nos Campos de Piratininga

MAU

Futebol de escola ou escola de futebol?

Seleção de 1990/1991

Se ainda não chegou, vai chegar o dia em que você, andando pela rua onde nasceu e cresceu escutará a voz de um moleque (ou moleca) gritando “Ei, tio, chuta a bola”…

E você sem entender direito chutará a bola que sequer tinha visto passar ao seu lado de volta à garotada e repetirá… “Tio???”.

Pois é… não fui eu quem pensei isso, esse é um comercial antigo argentino, vale a pena conferir o vídeo:

Coincidência ou não, essa semana eu achei essa foto acima postada. É meu time da 7a série. Pois é, na época, além de mullets eu ainda tinha uma cabeleira bem anos 80, que as professoras insistiam em chamar de “permanente” e jogava no gol (ok, confesso, isso tudo me traumatizou).

Naquela época, embora as aulas começassem as 7:30hs, a escola era aberta as 6:45hs pela Tia Carmen, para a entrada dos professores, demais funcionários e…. dos 10 moleques da 7a e 8a série que durante os anos de 1990 e 1991 se enfrentaram todos os dias das 6:45hs as 7:29hs.

Juro por Diego Armando Maradona que aquele foi o melhor time do mundo que já vi jogar. Éramos imbatíveis. E por um longo tempo acreditei que seria goleiro do Santo André um dia.

Por isso, pra mim, lugar de futebol é na escola, com direito a moleques suados assustando e incomodando professores e demais alunos com suas roupas sujas em plena primeira aula

MAU

Autonomos F.C. - Orgulho rubro-negro

auto.jpg

Tentei escrever este post, mas confesso que me senti mal, por estar afastado há algum tempo do time, e por isso, pedi a um dos principais atletas (além de roupeiro, massagista, dirigente e etc…) Kadj Oman escrevê-lo… E aí vai…

Não, este não é um artigo enumerando argumentos arbitrários - mas nem por isso implausíveis - sobre o Flamengo como primeiro penta brasileiro. Este não é sequer um artigo sobre futebol profissional. Hoje, o assunto aqui é paixão. Uma paixão rubro-negra. Acontece que em São Paulo um grupo de punks, ex-punks, anarquistas e auto-gestionários em geral se cansou de assistir o negócio corroendo o jogo e resolveu que também queria jogar.

Fundaram o Autônomos FC e, como não poderia deixar de ser, escolheram o vermelho e o negro para representar tudo aquilo nos uniformes. Seguindo o movimento da metrópole, começaram jogando futebol society, aquela modalidade que surgiu nas mansões do Morumbi e que diz muito sobre o espaço da cidade grande moderna em relação ao lazer-consumo e ao consumo do lazer.

Jogavam como visitantes, e durante um ano visitaram inúmeras quadras, em todos as zonas e até mesmo no Grande ABC. O time era quase nunca o mesmo, e rodaram por ele argentinos, australianos, canadenses e até 5 suíços integrantes de uma banda de ska que tinha vindo tocar por aqui. O retrospecto dentro de campo era pífio: 2 vitórias, 1 empate e mais de 40 derrotas.

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MAU

Isso existiu mesmo?

Outro gato?

As mutretas no futebol evoluíram tal qual a corrupção da política.

Todos sabem que existe algo rolando, que existe algum esquema aqui ou ali, e milhares de teorias da conspiração são montadas, mas no fim das contas… ninguém consegue provar nada e tudo acaba em pizza.

Saudades da época em quie as coisas eram mais descaradas…

MAU

Piva da Moóca

Piva da Moóca

Aos que somente vêem graça na série A do Brasileirão, o fim de semana que foi morno, besta, chato mesmo. Rodada incompleta, cheirando a marmelada.

Já os aficcionados pelo futebol vibraram.

A volta de Bragantino e Bahia à série B doBrasileiro (infelizmente manchada pelo terrível acidente terceiro mundista na Fonte Nova - leia mais notícias buscando no google: http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&q=acidente+fonte+nova&meta= ), a fuga do rebaixamento para a série C do meu Santo André, mas principalmente a conquista do título da Copa Estado de SP pelo Juventus da Moóca.

Como sempre, vai haver uma versão oficial deste título, mas eu prefiro a história do jeito que ela me chegou aos ouvidos.

Dizem que um dos fanáticos torcedores do Juventus (daquela turma que canta pendurada no Alambrado, no setor 2 do estádio da Rua Javari) chegou ao estádio no sábado ainda, por volta das 21h  e ali dormiu, abraçado a uma garrafa de vinho, dos bons reservado para ocasiões especiais.

Foi acordado no dia seguinte pelo psicólogo do time (vale lembrar que o jogo foi de manhã), que quis saber o que significava aquilo, já imaginando tratar-se de um bêbado chato que iria lhe pedir ingresso pro jogo (aliás, R$ 20 pra ver a Copa Estado de SP é fogo…).

Para seu espanto, o torcedor era um jovem universitário, conhecido no bairro como “Piva”, e que ainda sonha com utopias provincianas de uma Moóca que infelizmente existe cada vez menos.

Disse ao doutor que não conseguia dormir em casa de tanta ansiedade e fora tentar se acalmar dormindo em frente seu castelo.

O psicólogo usou aquilo na preleção. O time apesar de não jogar bonito, não fez feio e conquistou o título após sofrer um gol de pênalti aos 47 do segundo tempo e arrumar forças sabe se lá de onde pra fazer um gol aos 48 e sagrar-se campeão.

Festa na Javari como há muito não se via (meu cotovelo dá uma pontada, somente aliviada pela lembrança da mesma conquista 4 anos atrás pelo meu Santo André).

O jovem Piva perde-se em meio às lágrimas como aquelas crianças que ganhavam a bicicleta no programa do Bozo. Os amigos ao lado (ou mesmo à distância) que ele soube aproximar do Juventus através de diversas demonstrações de seu amor, se orgulhavam não do jogo, não do título, mas da inocência e felicidade de um garoto que rendeu-se ao time do bairro.

Parabéns Juventus!!

Parabéns Piva!

Mais infos? Veja no google: http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&q=%22juventus+campe%C3%A3o%22&meta=

MAU

Jogando bola com os limões que a vida nos deu…

Limão

Meu irmão acaba de mandar um email daqueles onde questiona as decisões da vida. O cara se formou em Pedagogia pela USP, trabalhou com Educação Democrática e agora é quase diretor de uma escola em Garopaba (uma dessas cidades praianas maravilhosas de Santa Catarina).

Ainda assim ele se sente confuso. Ele também queria mudar o mundo. Quem nunca quis? Se sente meio derrotado.

Crescer acaba com tudo né? Há 10 anos parecia tão fácil tocar numa banda punk e questionar o mundo… Fazia todo o sentido, tinhamos certeza que iamos mudar as coisas.

Além de tocar, jogávamos bola juntos. E era um futebol tão mágico e inocente quanto a tal banda da época (o tercera classe). Jogávamos com limão ao invés de bola. Ou com latinhas amassadas.

Não por falta de bola, mas pela espontaneidade de criar um jogo assim, do nada, em qualquer lugar.

E jogávamos com quem estivesse ao nosso lado, ou passando na rua, moleques de rua, catadores de lixo, executivos engravatados ou até com a vó Maria (lembro dela batendo penaltys no nosso quintal).

Mas o tempo passou, o mundo cresceu. Tá ele pra lá e eu pra cá. Seguimos sonhando, mas confesso que há tempos não chuto um limão, ou uma latinha amassada…

MAU

Paixão não se explica

Paixão > Razão

Em meio a um futebol cada vez mais previsível e profissional (no sentido ruim da palavra), alguns casos de paixão pelo time ainda mantém a velha e boa falta de concordância que tanto maravilha!

Assim como os corinthianos tem sofrido com a fase tenebrosa de seu time (em campo e fora dele), tenho vivido alguns dos piores dias da minha vida de torcedor andreense.

O Santo André caiu para a segunda divisão paulista no início do ano e brigará na última rodada pra não cair para a série C do Campeonato Brasileiro.

O time no papel não é de todo mal, e ainda apresentou Marcelinho Carioca e Rogério (ex Corinthians) para tentar “fazer uma graça” e subir à série A, mas…. O resultado não foi o esperado.

E torcedor brasileiro é fogo, sem resultado, não tem presença nem apoio ao time, e o que se esperava era um fiasco e desânimo nas arquibancadas andreenses.

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MAU

A última conexão com o mundo real.

A última conexão com o mundo real.

Sabe quando parece que você perdeu tudo que de mais importante tinha?

Não, não to falando de depressãozinha de domingo, pós-fantástico não, tô falando na real, de quando você se sente um lixo, quando você não consegue encontrar um motivo que justifique ir dormir e acordar no dia seguinte, quando por mais que se esforçe parece que você não é bom em nada…. Nunca se sentiu assim??

Bom, eu já. Mas essa história não é sobre mim. É sobre uma senhora que conheci em Porto Alegre (na última turnê do Fora de Jogo por lá), durante uma partida fantástica entre nossa banda/time e a molecada que estava ali num campinho em frente a Usina do Gasômetro.

O jogo em si já estava fascinante. Imagine a cena; de um lado 6 garotos de cerca de 13, 14 anos (3 gremistas e 3 colorados) e eu (um andreense que traiu o time/banda hehehe).

Do outro, a esdrúxula formação da nossa banda, um juventino, um corinthiano, um sãopaulino, outros 2 andreenses e uma torcedora dividida entre o Caxias e o Grêmio (aliás, a autora da foto que ilustra esse post e nossa “hospedeira” em Porto Alegre, valeu Eveline!).

A molecada nunca tinha jogado contra um “combinado Paulista”, e estavam dando o sangue contra uns marmanjos 10, 15 anos mais velhos. O jogo dava gosto de se assistir, gremista fazendo tabela com colorado, driblando um juventino e chutando contra um goleiro andreense.

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