Arte por Breno Tamura

FELIPE

Felipe Barrella é Corinthiano e trabalha no Club Milo Garage. Gosta de escrever, de música e é formado em Ciências Sociais. É apaixonado pela cultura latina e pesquisa sobre torcidas de futebol.
FELIPE

Quer pagar quanto?

Texto enviado por Gil Alessi.  

Robinho está fazendo história. Não com títulos, jogadas sensacionais ou uma enxurrada de gols. Depois de se indispor com a torcida do Santos, agora o “craque” conseguiu despertar a ira da hinchada merengue, com a mesma canalhice e falta de profissionalismo que caracterizaram sua saída do time da baixada em 2005. Como pode um jogador mostrar tamanho desrespeito com os torcedores (para não falar de quem paga seu salário em dia), declarando, numa entrevista coletiva convocada por ele em 1º de setembro, que está ‘com a cabeça no Chelsea’? Tudo isso para, no mesmo dia, fechar com o Manchester City. Aparentemente, Robinho está é com a cabeça na grana.

E a massa merengue que defendeu sua permanência quando ele era preterido pelo técnico Capello? O que dizer então sobre o infeliz do seu procurador, que diz se tratar de um caso de ‘escravidão no futebol’? Como se ele não tivesse assinado um contrato regulamentando seu vínculo com o Real. Ontem o Santos, hoje o time merengue, e quem garante que no futuro, por uma oferta melhor, ele não repita esta palhaçada no Manchester City? Como diria o ídolo Neto (este sim, comprovadamente um craque), Robinho é um brincalhão.

Ele personifica o que há de pior no jogador do chamado “futebol moderno”. A falta de profissionalismo, a ganância, e a incapacidade de se identificar com um time e sua torcida são algumas das características deste tipo de esportista. Típico mercenário. Quer sair do time? Que seja pela porta da frente, com honra e cara limpa, não dando uma de menino mimado. Não dizendo que está com a cabeça aqui ou ali, se indispondo e fazendo pouco da torcida que grita seu nome nas arquibancadas e que compra ingressos caríssimos para assistir aos jogos (isso para não falar de seus patrões).

E que não coloquem a culpa em seu procurador (Wagner Ribeiro). Este sim cumpre bem seu papel: encher o bolso de grana a qualquer custo. Tenho fé que vai chegar o dia em que os dirigentes dos times vão se negar a contratar jogadores como este – que ainda têm muito a provar antes de serem chamados de craques –, e as torcidas vão ter mais cuidado na hora de eleger seus ídolos.

E aqueles que compraram a camisa do Chelsea com o nome do jogador, vendida por algumas horas no site do time inglês, bom, já sabem o que fazer com ela. Uma coisa é certa: ele não vai ligar.

FELIPE

01/09/1910 - 01/09/2008

A torcida que nunca abandona está em festa. Parabéns S. C. Corinthians Paulista! 98 anos de conquistas e glórias! Estamos voltando a Série A com muita raça,  amor e disposição. Vida longa ao Time do Povo!

FELIPE

Setor 2 - Clube Atlético Juventus

Homenagem ao amigo Piva do Setor 2. Vídeo que demonstra a dedicação e luta desses bravos torcedores para acompanhar o time mais italiano da cidade de São Paulo. Na antiga Mooca um só grito entoa: Forza Juve!

  http://www.portaldamooca.com.br/ http://www.flogao.com.br/setor2 Rua Javari. Site Oficial:  http://www.juventus.com.br/

FELIPE

Renato Gaúcho x Romário

Velhos Tempos. Boas Brigas. Decisão polêmica do Campeonato Carioca de 1988. Provocações, invasões, socos e voadoras. Atenção especial aos jogadores avançados Alcindo e Renato Portaluppi, ambos pelo Flamengo, além do goleiro reserva Paulo César e o atacante Romário pela equipe do Vasco da Gama. Uma das últimas boas fases de nosso futebol em todos os aspectos possíveis. Época que a rivalidade ainda pegava fogo dentro de campo também. Hoje em dia a maioria dos jogadores não querem saber de mais nada, além de pagodes, prostíbulos e lojas de carro.  Não que a briga em si, como nesse caso, demonstre uma diferença gritante entre a nova geração em relação a uma mais velha, mas é que tempos atrás os jogadores pareciam mais interessados em vencer e jamais perder, principalmente para um rival. E o resultado disso é mais ou menos o que esse vídeo mostra… 

FELIPE

Gracias Diego

Esse vídeo é para quem nunca viu ou para quem já viu e tem vontade de rever. Despedida de Diego Armando Maradona em La Bombonera.  A ligação do ex-jogador com o público local é indescritível. Muitas estrelas foram se despedir de um dos maiores atletas que o futebol já viu. 

 

FELIPE

ADÍOS DARÍO DUBOIS (1971-2008)

 Homenagem obrigatória a esse folclórico personagem das divisões inferiores do futebol argentino, apesar do tempo que já passou… Recordar é viver!  

  
100% acesso e metal!  

Darío Dubois tinha 37 anos e era o mais “metaleiro” dos futebolistas argentinos. Entrava em campo quase sempre com a cara pintada para demonstrar sua devoção e fanatismo ao black metal, até o dia que o proibiram de jogar assim. Formou um grupo musical que se chamava Tributo Rock, sendo que todos os companheiros tinham influências do metal. A banda era formada por jogadores de equipes do acesso com excessão de um deles, amigo de Dário. Faleceu em março dessa ano após passar dez dias internado lutando pela vida. O ex-futebolista não resistiu as hemorragias internas em decorrência de dois tiros sofridos durante um assalto quando saia do seu trabalho de técnico de som em Buenos Aires.O ex-zagueiro jogou ao todo 146 partidas e anotou 13 gols. Defendeu as cores do Central de Yupanqui, Lugano, Ferro Carril Midland, DeportivoLaferrere, Deportivo Riestra, Cañuelas, Deportivo Paraguayo y Victoriano Arenas, entre outros clubes.  

O valente ex-jogador precisou abandonar de maneira precoce sua carreira no futebol aos 34 anos por não ter condições financeiras de custear uma operação no joelho devido a uma ruptura nos ligamentos cruzados. Nem o clube Valentín Alsina, o último que defendeu, nem o Futbolistas Argentinos Agremiados (FAA) resolveram ajudar o atleta a fazer uma intervenção cirúrgica.  Maior representante da “cultura de acesso”, ou seja, aqueles que jogam em divisões inferiores por amor ao futebol acima de tudo, já que o dinheiro é pouco ou inexistente, Darío foi protagonista de algumas histórias interessantes, como por exemplo uma quando defendia a equipe do Lugano e a empresa que patrocinava o clube havia prometido pagar 40 pesos (um pouco mais de 40 reais) por partida ganha a cada um dos jogadores do time, porém o dinheiro das vitórias não aparecia.  Após terem conquistado três triunfos consecutivos e quando estavam prestesa disputar a quarta partida, Darío adotou uma postura um tanto quanto diferente, demonstrando sua personalidade forte e visão de mundo. Como a empresa não havia pago o que foi prometido ele decidiu tampar com uma fita preta a publicidade da camiseta do time. Porém, no dia do jogo, ele esqueceu de levar a fita e para conseguir por a cabo seu plano, quando entrou no estádio em Boulogne para enfrentar o Acassuso, agarrou um pouco de lama que havia perto do gramado e esfregou na região onde estava localizada a publicidade dessa empresa até tapá-la por inteiro. A camiseta laranja do Lugano ficou coberto por barro para demonstrar sua insatisfação, já que, segundo ele, o patrocinador se”cagava de dar risada” deles e não os pagariam de jeito nenhum. Outra vez, quando denunciou um dirigente do Juventud Unida, quando jogava para o Victoriano Arenas, que supostamente o havia oferecido dinheiro para perder e com esse resultado gerar a popularidade necessária para que esse dirigente pudesse almejar uma reeleição municipal, Dario Dubois indignado declarou publicamente que o político era  ”una rata inmunda’.  

Essas e muitas outras história renderam ao falecido jogador uma certa repulsa de dirigentes e treinadores, pessoas que não costumavam entender o seu jeito de ser, seu comportamento verdadeiro e direto, mas permitiu o reconhecimento de muitas pessoas que amam com sinceridade o futebol. Diversos torcedores, de diferentes clubes, o tem como ídolo e símbolo do futebol de acesso. Era um jogador aos moldes antigos, inadaptado ao futebol moderno que vemos hoje por aí… 

“Un payaso que se pinta la cara, pero que se mata por la camiseta” - Dário Dubois  

Em uma de suas últimas reportagens, Darío destacava que, uma vez operado, queria voltar ao futebol. “Por sorte tenho ofertas de clubes onde joguei e de alguns que nunca joguei, não sei o que viram, mas me amam. Sua torcida também, embora as vezes vou jogar lá contra eles. Não posso nomear, mas é EXCURSIONISTAS. Pena que ele não viveu para realizar esse sonho…  

Site sobre o Excursionistas: www.bajobelgrano.com  

   
Jogando pela equipe do Midland.

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Rémi Gaillard

Sou fã de Rémi Gaillard. Seus vídeos são demais. Esse em especial chama atenção por ter tudo haver com o DeForaFC,  já que o comediante francês demonstra toda sua habilidade e pontaria em jogadas inusitadas pelas ruas de Montpellier. Gênio! 

site oficial: http://www.nimportequi.com/  

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Dadá Maravilha

O ex-jogador de futebol Dadá Maravilha conta em entrevista exclusiva ao Rei de Roma Falcão qual era sua tática infalível para fazer gols. Dadá além de ter sido um grande goleador e três vezes campeão brasileiro de clubes, participou de jogos pela seleção brasileira de futebol e foi reserva do famoso escrete tupiniquim que disputou a Copa do Mundo de 70. Dono de um senso de humor único, o folclórico ex-atacante é o pai de diversas frases célebres imortalizadas dentro e fora do futebol, como por exemplo: “Não existe gol feio, feio é não fazer gol”, “Faço tudo com amor, inclusive o amor”, “Nunca aprendi a jogar futebol pois perdi muito tempo fazendo gols” e “Chuto tão mal que, no dia em que eu fizer um gol de fora da área, o goleiro tem que ser eliminado do futebol”. Veja agora o tão falado vídeo:

 

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Strike 1

A equipe do Veracruz e do Pumas disputavam partida válida pelo campeonato mexicano de futebol quando um torcedor indignado com a derrota do Veracruz por 4×1 arremessa um bumbo da banda sobre a policia local, acertando um deles que desaba arquibancada abaixo.  Veja o vídeo:

   

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Novas Camisas?

Já fazem alguns dias que circulam boatos na internet sobre a possível estreia de duas novas camisas pelo Corinthians, diferentes das usadas até então pelo clube paulista nessa temporada. Após a polêmica envolvendo a camisa roxa, dois novos modelos foram criados. A assessoria de imprensa da fornecedora de material esportivo da equipe do Parque São Jorge não comenta o caso. A provável data de lançamento das camisas seria dia 19 diante do Bahia no estádio do Pacambu. É esperar para ver…

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Reação em Cadeia.

A grande culpada por quase todos os atos de violência DENTRO dos estádios de futebol é a polícia. Eu sei que tem muito torcedor violento, mas essa historinha de jornalista de caderno esportivo de segunda categoria acusando os torcedores (principalmente o organizado) é uma grande injustiça. É só você conversar com pessoas que gostam de ir ao estádio e perguntar sobre esse tema para ficar conhecendo histórias de abuso de poder de quem deveria está lá só para zelar pelo bem-estar dos torcedores e trabalhadores envolvidos no evento. É dedo na cara, soco no peito, sprayzada de pimenta no olho, chutes nas costas, empurrões sem motivos, ofensas verbais, enfim. Uma hora o torcedor cansa e reage. Não digo que é certo, somente descrevo o que algumas vezes acontece. Veja nesse vídeo a reação de torcedores frente a violenta ação de quatro policiais sobre um único torcedor. Sei pouco sobre essa história, apenas que era um jogo de pré-temporada do Benfica de Portugal (vermelho e branco) realizado na Suiça contra uma equipe local. O interessante é que os primeiros a reagiram e irem resgatar o torcedor que estava apanhando usavam camisas do Porto (azul e branco), maiores rivais dos benfiquistas.

 

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Rivers Cuomo - Futebol e Indie Rock.

Essa vai para as pessoas que acreditam que os indies não gostam de praticar esporte, ainda mais o futebol. No disco solo de Rivers Cuomo, vocalista da lendária banda de indie rock Weezer, uma música em especial chama atenção, não pelos arranjos, nem mesmo pela letra, mas pelo ótimo vídeo de divulgação. É Lover in the Snow, que conta sobre a estranha relação que Cuomo desenvolveu junto ao esporte mais popular do planeta. Com uma textura simples que lembra um documentário antigo sem muitos recursos de filmagem, o músico conta que fantasiou em sua infância que seu pai era fanático por futebol e se agarrou nisso para conseguir viver, buscando aí uma maneira de encontrar conforto e paz frente à ausência da figura paterna. Devido a um problema que tinha na perna, nunca pode jogar futebol, apenas torcer. Após o sucesso mundial que sua banda teve ele conseguiu curar o problema que tinha e nesse vídeo até arrisca um futebolzinho num jogo de celebridades de Mia Hamm, umas das principais jogadoras da seleção de futebol feminino dos Estados Unidos.

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Brasil x Suécia

Confesso que fiquei torcendo para que alguma garota sueca semi-nua invadisse o campo de jogo e salvasse o fraco amistoso entre Brasil e Suécia, disputado na Inglaterra, mas infelizmente isso não aconteceu. Poderia até ser uma jovem inglesa ou até mesmo aquela letã que animou o jogo entre Portugal e Letônia (leiam meu último post para entender o porque), mas infelizmente nada disso aconteceu. Resolvi torcer então para que nesse chato amistoso acontecesse algo inusitado durante a disputa. Alguma jogada diferente ou talvez alguma atitude contrária ao fair play que acalorasse os ânimos dos jogadores em campo e por aí vai, mas nada disso transcorreu também. O jeito então foi dar mais uma chance ao bom futebol, algo difícil de conceder nos tempos atuais, principalmente em um amistoso entre duas seleções desinteressadas frente ao embate, mesmo com todo mundo sabendo (imprensa, alguns jogadores, torcedores e a empresa de material esportivo que lançou um bonito uniforme comemorativo) que há 50 anos as duas seleções se encontravam em uma final emocionante no Mundial de 58, vencido pela seleção brasileira, mas isso não serviu em nada para apimentar o fraco jogo, além da “querida” confederação brasileira de futebol não ter incluído essa partida nos festejos que irão acontecer esse ano em relação ao primeiro título mundial brasileiro. Um erro grave ao meu modo de ver, já que poderiam ter transformado esse amistoso caça-níquel em uma bonita homenagem aos ídolos do passado, algo que até renderia mais dinheiro a CBF. Ficou claro que faltou uma ação de marketing melhor dos organizadores do jogo e das seleções envolvidas na partida. E isso me parece indiscutível.

O jogo

Embaixo de chuva e sem algumas das principais estrelas dos dois países (pelo lado sueco Ibrahimovic, pelo lado brasileiro Ronaldinho Gaúcho e Kaká), a partida seguiu sem muita graça e terminou com uma vitória magra do Brasil com um belíssimo gol do jovem atacante Alexandre Pato (veja abaixo o vídeo do gol). Vale ressaltar também que um pênalti claro em Diego não foi marcado e que o sistema defensivo brasileiro foi pouco exigido nos 90 minutos de jogo.

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