Quer pagar quanto?
Quinta-feira / 04 de Setembro de 2008
Texto enviado por Gil Alessi.
Robinho está fazendo história. Não com títulos, jogadas sensacionais ou uma enxurrada de gols. Depois de se indispor com a torcida do Santos, agora o “craque” conseguiu despertar a ira da hinchada merengue, com a mesma canalhice e falta de profissionalismo que caracterizaram sua saída do time da baixada em 2005. Como pode um jogador mostrar tamanho desrespeito com os torcedores (para não falar de quem paga seu salário em dia), declarando, numa entrevista coletiva convocada por ele em 1º de setembro, que está ‘com a cabeça no Chelsea’? Tudo isso para, no mesmo dia, fechar com o Manchester City. Aparentemente, Robinho está é com a cabeça na grana.
E a massa merengue que defendeu sua permanência quando ele era preterido pelo técnico Capello? O que dizer então sobre o infeliz do seu procurador, que diz se tratar de um caso de ‘escravidão no futebol’? Como se ele não tivesse assinado um contrato regulamentando seu vínculo com o Real. Ontem o Santos, hoje o time merengue, e quem garante que no futuro, por uma oferta melhor, ele não repita esta palhaçada no Manchester City? Como diria o ídolo Neto (este sim, comprovadamente um craque), Robinho é um brincalhão.
Ele personifica o que há de pior no jogador do chamado “futebol moderno”. A falta de profissionalismo, a ganância, e a incapacidade de se identificar com um time e sua torcida são algumas das características deste tipo de esportista. Típico mercenário. Quer sair do time? Que seja pela porta da frente, com honra e cara limpa, não dando uma de menino mimado. Não dizendo que está com a cabeça aqui ou ali, se indispondo e fazendo pouco da torcida que grita seu nome nas arquibancadas e que compra ingressos caríssimos para assistir aos jogos (isso para não falar de seus patrões).
E que não coloquem a culpa em seu procurador (Wagner Ribeiro). Este sim cumpre bem seu papel: encher o bolso de grana a qualquer custo. Tenho fé que vai chegar o dia em que os dirigentes dos times vão se negar a contratar jogadores como este – que ainda têm muito a provar antes de serem chamados de craques –, e as torcidas vão ter mais cuidado na hora de eleger seus ídolos.
E aqueles que compraram a camisa do Chelsea com o nome do jogador, vendida por algumas horas no site do time inglês, bom, já sabem o que fazer com ela. Uma coisa é certa: ele não vai ligar.















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